Em que castelos
De ilusões
Te prenderam?

Nada
Nada sabemos…


Esta noite
Vi-te na rua

Quase nua

Na esquina do silêncio…

E nem o frio
Que te tremia no queixo
Te demovia
Daquela espera
Pelo incerto
Horas a fio...


Amanheces despida
Das horas vazias
És tu
Sem o seres…
Dentro de um corpo
Sem alma!

Esta noite
Vi-te na rua
Quase nua...

Eras a vendedora
De outras ilusões
Furtivas…







A luxúria e a vaidade
Combinaram um encontro
Ali para os lados da
preguiça
Convidaram também a
gula
Que aceitou de imediato
Só não contavam com a
inveja
Que apareceu de surpresa
E lhes estragou a festa toda
Com a preciosa ajuda da
ira
E a requintada malvadez da
avareza



Perdi-me nos encantos da noite
Rendi-me à sua beleza e sedução...
Passeei-me pelos recantos das letras
Subi as escadas dos seus segredos
Deliciei-me com os instantes plenos
Oferecidos em cálices de finos cristais
Que sorvi com imensa satisfação...
Cheguei ao cume das estrelas

E sentei-me no único banco livre
Bem juntinho da lua
Que me sorriu...
E das nuvens de algodão
Observando o mundo
Enquanto dormia sereno
E por ali fiquei
Entretida
Com a minha fantasia...




Hoje alimento-me das palavras, a maior parte delas, encontro-as escritas, nos mais variados sítios por onde me passeio nos fins de tarde dos dias mais ou menos vazios... ou pelas madrugadas fora, na ausência das horas que me controlam, mas que por um qualquer motivo, ficaram presas no relógio pendurado naquela parede branca atrás de mim e para onde nem sequer olho...
Palavras escritas, faladas ou ouvidas, são palavras que definem sentimentos. Podem confortar, alegrar, dar esperança ou tirá-la… podem excitar, insinuar, esconder ou mentir. São apenas palavras…
Algumas dessas palavras são tão belas, que me recuso a colhê-las para mim, deixo-as ficar no mesmo sítio, para que possam ser admiradas por todos os olhos que as encontrem também. Outras são demasiado caras, sempre o foram e só com um dicionário por perto, as conseguiria alcançar, mesmo não sabendo muito bem o que fazer com elas... por isso nem sequer lhes tento chegar perto. Outras ainda, são demasiado floreadas e engenhosamente complicadas de modo que de nada me serviriam também, por isso, deixo-as para os entendidos. Há ainda aquelas, que me acenam com sorrisos, mas são demasiado oferecidas, não as levo, deixo-as ali, para que outros se sirvam...
Há também aquelas que magoam, que me ferem os sentimentos e me entristecem profundamente… não as quero, não as desejo nem as ofereço a ninguém. São horríveis!
Sou esquisita, só gosto daquelas outras mais simples, que me enchem o olho logo no primeiro encontro e é dessas mesmo que me alimento e as devoro logo ali, naquele preciso momento.
Gosto muito de palavras, embora elas não sejam tudo...


Quando o silêncio aparece

Nada murmura...

Apenas segura

Vaidoso

Pequenos estilhaços

De vozes

Que outrora

Corriam velozes

Gastando-nos as horas...

Queimaram-se as palavras

Gastaram-se os verbos

Os adjectivos

Os objectivos...

Escondes-te nas sombras

Que transparecem

Da escuridão

Onde te perdes

Nessa escrita inútil...

Enjoy the silence!




O teu mundo azul, ruiu...
Aquele onde um dia entraste
Pela porta larga dos sonhos
Pincelaste-o ao teu gosto
Com os tons que mais gostavas
O azul do céu...
O azul do mar...
E escreveste

Um dia vivi o sonho do azul do céu, o azul do mar…porque sim, são azuis diferentes. Num instante de uma eternidade senti…na alma, os azuis que completam a Vida.

Esta é a tua frase
Aquela que te define
Por te ser tão especial
É tão tua... é a tua Vida!
E do tanto que sentiste
Acreditaste...
E tiveste o mundo azul dos teus sonhos
Nas tuas mãos, só para ti
Mas esse teu mundo azul, ruiu...
De repente ficou cinzento
Enegrecendo-te por dentro...
E a dor é lancinante
Trespassa-te a alma!
Acredites ou não
Ainda te resta a esperança...
Usa-a! Faz dela, a tua verdadeira amiga!

E como os desafios sempre me fascinaram, mesmo que nem sempre lhes dê o seguimento devido... este, que o Dias me lançou, jamais o poderia deixar de aceitar! Porque de uma forma ou de outra, há sempre músicas que nos marcam para sempre. Pena que tenha de escolher apenas 6 canções de uma lista imensa que me enche a alma...
Aqui estão elas, pela ordem temporal em que me foram marcando, ao longo da vida:

Antes de clicarem nas minhas propostas, é preciso calar ali o Michael Jackson... ali em cima!

Los Bravos (esta é muito especial)

Patrick Hernandez(quem não se lembra?)

Simon and Garfunkel(aquele memorável concerto no Central Park...)

Eagles (Ui…)


Dire Strats(uma das melhores da minha banda preferida)

Falco(enigmática como o seu dono...)

E estas são as que não couberam na lista, mas que, de forma alguma, poderiam deixar de serem aqui lembradas...pois é, quebrei as regras... e agora? Paciência!!!


Sinead O'Connor - Nothing Compares

Metallica - Nothing Else Matters (Live)

Scorpions-Always Somewhere


Fisher Z - So Long

Evanescence - Lithium Music

Adrian Gurvitz - Classic

Feargal Sharkey - A Good Heart

E tantas outras…

E como já quebrei as regras...
Não nomeio ninguém em especial.
Deixo o desafio suspenso no ar, para que todos os que o queiram agarrar, o levem consigo e tenham o prazer que eu tive em o levar a cabo e lhe dar vida!

Se quiserem têm muitas mais à vossa espera aqui ou ali em cima em outros impulsos... outras emoções...


Os pensamentos invadem-me o sentir...
E sinto o que mais ninguém sente. Está lá, à vista de todos... mas ninguém vê o que eu vejo. Ninguém lê o que eu leio, nas entrelinhas do que está escrito. Jogam-se palavras estrondosamente silenciosas, carregadas de simbolismos, para que ninguém perceba o que realmente significam. São lançadas com a força de quem lança flechas ao seu alvo, secretamente escolhido. É nestas ocasiões que dá gozo ser invisível... nem sabem como eu me divirto!
Alheios à minha presença, brincam satisfeitos como duas crianças inocentes, que não sabem o que se esconde por detrás das inconstâncias da vida. Um jogo perigoso e que pode muito bem vir a ser fatal... tão fatal como o destino!


Divago nos meus pensamentos
Ouvindo a voz da consciência
Zelosa dos meus apelos... vagos...
Enquanto me defronto com mais este desafio...

P
alavras... tantas!
Alimento da minha alma, dos meus sentidos...
Lágrimas e sorrisos, momentos...
Algumas são tão belas... e outras não!
Verbos que se conjugam em diferentes tempos
Rios e bosques de sentimentos
Amores e segredos...
São penas... algumas de tantas... simples palavras apenas.

Esta é a minha forma de responder ao desafio lançado pela SU, dona do blog teia de ariana que consiste em escolher doze palavras das que mais gosto. Aqui estão elas!
Considerem-se desafiados todos aqueles que acharem serem capazes de escolher apenas doze de tantas palavras que se gostam... não é fácil, acreditem!

Às vezes não te encontro
No emaranhado de pensamentos
Do velho sótão onde te guardei...
Dou voltas e mais voltas
Arrumo e desarrumo
Prateleiras empoeiradas
Carunchosas e pegajosas
Dos armários do esquecimento
Onde te escondes de mim...
Às vezes não te encontro
Quando em vão te procuro
Apalpando o vazio escuro
Do vale das distancias
Que entre nós se ergueu...
Às vezes procuro-te
No azul impulsivo
De uma chama mortiça
Delirante e condenada
E chamo-te num grito abafado

Para não perturbar o silêncio
Que envolve as madrugadas...
Às vezes não te encontro
Nas estranhas emoções
Partilhadas em segredo
E
que um dia

... deixamos em suspenso...

Às vezes não te encontro
Porque não sou eu que te procuro
É o meu inconsciente
Completamente desgovernado...