Um vulto
Envolto
Na penumbra...

Alma só
No velório
De si mesmo...

Mudo
Estático
Concentrado
Na reza que não faz...

Penitência
Dos silêncios...
Ou
Condenação de si mesmo!

41 impulsos:

tempoparaamar disse...

Adorei todos seus impulsos aqui escritos

su disse...

Um vulto

carrega a culpa

sem saber que é fantasma de si mesmo.

A consciência morde-lhe

os calcanhares da VIDA.

Enxota-a num instante

num gesto perdido que atravessa o além.

Além-de-si-mesmo

Um lugar de não retorno.

A culpa demorada

como cargo forçado

no funeral de si mesmo.

A cruz no altar

é a lembrança de tudo o que não fez.

O choro das velas queima o coração

de quem se entretém a olhar para elas.

Incenso puro de vontades queimadas no passado.

O futuro depende daquele túnel de luz.

Não o meu...que se apagou...

Secreta disse...

Condenação demasiado pesada!
Beijito.

Por entre o luar disse...

Gostei:)=P

beijinho e sorriso:D

Plum disse...

melancólico, misterioso, obscuro...

Abraços cheios de cor!!!!!****

XLS disse...

A cada dia repito o impulso de me encontrar por aqui....gosto imenso deste espaço...

Bem haja,

Vício disse...

acontece a muitos em horas de solidão porque aos olhos de outros são felizes...

bom som! ;)

Som do Silêncio disse...

Bom dia!

Gostei imenso!
Da imagem e da forma das palavras!

Bjs

GZ disse...

simplicidade nas palavras, profundo no sentimento... excelente

adorei mesmo

beijos GZ

Black Rose disse...

Um castigo demasiado forte...

Encontro de Olhares disse...

Parei a olhar para a imagem... E assim fiquei a identificar-me com o poema...

Beijo de parabéns!!
Manuela*

Daniele disse...

Poetisa predileta e amiga de uma generosidade ímpar, venho em um impulso, estática, concentrada, em silêncio devorar como o fazem os famigerados ante as obras primas feitas por ti.


beijos na sua alma,
da amiga e admiradora
Dani

A vida.... disse...

bemmm vim bisbilhotar este teu cantinho tb ehehe

gostei muito deste teu impulso..parabens

continuaçao de uma boa semana

um bj

Nilson Barcelli disse...

Há tanta gente a fazer velórios de si mesmo...
Um pouco tétrico (a música ajuda...), mas muito bom este poema.

Beijinhos.

PS: gostei muito do post anterior.

Sant'Ana disse...

Surpreendes-me.

Em devido tempo explicar-te-ei.

A imagem que seleccionaste denota que te estás a desfazer aos poucos de opiniões alheias e que te afirmas. Nas palavras encontro essa força muito embora o verbo traga nebulosos contornos sobre a alma.

Muito, muito bom.

Um beijo.

Dark-me disse...

Um castigo q alguns de nós carregam

Dark kiss

L.S. Alves disse...

Uma cena muito bem montada.
Um abraço.

Vera disse...

Gosto imenso deste poema... Triste, melancólico, mas muito intenso!

Beijo

(Tenho pena de não conseguir ver as imagens... mas aposto que são lindas)

Sandra Daniela disse...

Cléo... sinto tristeza por aqui...

Se fizeres um velório de ti mesma, que faças de apenas uma parte; a parte de ti que que te doi, e te entristeze...


beijinho

LuzdeLua disse...

Amiga, um tantinho triste não é? Deixo-te beijos e bons desejos para o findi semana.
Gostei da música.
Bjs

SaM disse...

É triste o poema.. Mas é lindo..

Quantos não fazemos o nosso velorio antes de morrer? Falo em desistir antes de tentar, parar de correr antes da meta, dar-se como perdido antes do fim...

Abraço amigo!

SaM*

Ana S. disse...

Depois do velório junta as cinzas e transforma-te em fénix para voares bem alto :)
Bom fim de semana.
Beijinhos

Menina do Rio disse...

Não condene-se!
Morre a esperança e vive a alma, pq a alma é eterna...

um beijo

bruno disse...

gostei da tua visita!

bom fim de semana!

Sha disse...

Eu prefiro pensar que está em ampla meditação!

Beijinho e bom fim de semana.
Sha

Francieli Rebelatto disse...

E quantas vezes estamos a velar nossa própria insanidade, nosso medo de viver....

Enfim, oramos, quem sabe um dia apenas vivemos!!!

Beijos, e um´ótimo final de semana, bom voltar por aqui!!!

Rosa Maria Anselmo disse...

Olá
Faz tempo que não te vinha visitar.
Deixei um miminho para ti no meu bog (dia 7.02.08) aceita-o, é com carinho.
jinhos
Rosa Maria

su disse...

E agora agradeço-te eu o poema que deixaste lá no "Selo" da Teia! É assim nas partilhas das palavrs que nos vamos dando como a prenda mais bonita que se pode oferecer.

Beijinhos e bom fim-de-semana.

Templo do Giraldo disse...

Passem por aqui e comentem. SAUDAÇÕES.

http://templodogiraldo.blogspot.com/

Daniel Aladiah disse...

Querida Cleo
Em sussurro, não apagando a luz que treme a cada suspiro nosso...
Um beijo
Daniel

Um Momento disse...

Vultos na alma...
Sombras no coração
Vagueia o espirito
Procurando a libertação...

Deixo um beijo...

(*)

In Loko disse...

Os vultos em penumbras não se penam, e muito menos se castigam... podem simplesmente retirarem-se para no silêncio melhor sentirem o pulsar da vida.. talvez meditação... talvez reflexão!!

Gostei de te ler menina Cleo!

Beijinhos meus

Sandra Daniela disse...

Vim deixar um beijinho... Terno

JOSÉ NEVES disse...

Impulsos sempre belos e misteriosos, gostei muito da imagem.

Parabéns.

Oliver Pickwick disse...

Versos de preciosa técnica, numa temática sombriamente bela.
Beijos, querida amiga!

Anónimo disse...

Hmmm mto legal esse blog.!

Acessem esse aqui!
http://verlorenerflug815.blogspot.com/

Dias disse...

Interessante...

Os eremitas urbanos, motivos são aos molhos, razões nem por isso.

Beijo

Twlwyth disse...

Quase sempre somos os nossos piores 'carrascos'.

Adorei.

muguet disse...

"Alma só
No velório
De si mesmo..."

podia ser eu...agora.

o murmúrio que ficou, lá...cheio de aroma...

hoje estou de poucas palavras, de poucos pensamentos, continuo fechada, sem querer sentir porque sei que tudo o que sentirei será tristeza...

espero a maré mudar...para voltar a sentir...e então poder saborear os teus implulsos.

beijo...sabor a estrelinha que sopra magia

SAM disse...

É bem profundo...

"(...)Penitência
Dos silêncios...
Ou
Condenação de si mesmo!"

Beijos

muguet disse...

novamente leio e penso...sou eu.
agora mais...

"Penitência
Dos silêncios...
Ou
Condenação de si mesmo!"

como é dura a condenação de si mesma, da...alma.
como somos duros connosco próprios.
como esse é o nosso maior julgamento.
como é difíil olharmos ao espelho.
que vontade de partir os espelhos todos...transformá-los em pó, para que imagem alguma se possa reflectir.

como é difícil olhar para dentro de mim... e saber-me, independentemente da verdade dos outros, o que sou...o que fui.
que cores tão negras neste julgamento.
coisas que até podem ser normais para os outros...mas que não definem a minha natureza...pensava eu.
pensava eu...eu não sou assim...

desculpa o desabafo...

"condenação de si mesmo!"



...um dia posso levar o teu poema emprestado? :S