Os dias sucedem-se às noites infinitas, que fazes questão de passar em claro… talvez por te parecerem menos longos, penso eu, esses dias que te roubam a vida que não vives.

Trancaste-te a sete chaves na tua prisão sem grades, de onde não sais e onde aguardas pacientemente o futuro suspenso no ar. Alguém te disse que o melhor seria esperar e tu esperas... esperas enquanto assistes ao filme que até já viste duas ou três vezes… esperas enquanto te enganas a ti mesmo e me fazes pensar no que sentes, mesmo não me dando as respostas que eu sei existirem no fundo do teu sentir. Hoje sei que lamentas a decisão errada que tomaste naquele dia, mas o teu orgulho não te permite dizer-mo, muito menos permites que te lembre do erro fatal que te atirou para a beira desse abismo infernal, onde tentas equilibrar-te sem cair... como mãe, custa-me ver-te assim e não ter nada de novo para te dizer além daquilo que já sabemos os dois.

Paraste no tempo e esperas o futuro que tarda… roubando-te a ti mesmo na vida que não te permites viver… na solidão em que mergulhas, cada dia que sucede a cada noite, sempre tão iguais, em cada semana que passa!

26 impulsos:

Sant'Ana disse...

Um retrato de tristeza com laivos de desespero.
Cru e verdadeiro. Conheço-o.

Mas espero que apenas sejam palavras de tua pena, nunca de tuas penas.

Um beijo.
Sentidamente.

GZ disse...

não se pode parar, não se pode esperar pelo futuro... se existe alguma coisa que aprendi na minha curta experiência de vida é que o nosso futuro temos de ser nós a criar e procurar...

um texto profundo e cheio de sentimento..

beijos GZ

ps: impulso musical excelente... :)

Som do Silêncio disse...

Fantástico texto!!!!

Beijo

Secreta disse...

Noites e dias que passam sem darmos conta , quando nos entregamos ao infinito da solidão.
...
Beijito.

JuvePP disse...

Olá Cleo,
Começo a ler o poema. Lidos os primeiros versos, sinto: isto é um falar de mãe.
São dores de parto que se tem pela vida fora quando um dia, o mais lindo de um ser, se licenciou como mãe.
Um beijo de solidariedade e partilha dessa dor que é ver o futuro do nosso maior "bem", por uma razão, ou por outra, hipotecado

Dias disse...

Como Filho, são luas que fazem parte dos dias.
Como Pai, sou um chato sem valores que tudo ultrapassa (ou esmaga) para estar.

Espero que o receptor te leia, e te saiba ler.

Beijo forte

Dark-me disse...

Infelizmente, é a vida de mta gente!
Há q seguir sempre em frente e de cabeça erguida.

Dark kiss

Luis F disse...

Querida amiga, venho agradecer a tua visita ao meu Mar de Sonhos e as palavras com que brindaste o meu espaço.

Para mim é sempre um prazer navegar no teu mundo, a boa musica, a magia das fotografias, a beleza das tuas palavras, que carregam sentimento e enchem a alma de quem as lê.

Um belo texto de reflexão, onde esperamos, esperamos e o tempo foge entre os nossos dedos, despidos de coragem para o agarrar.

Bjs minha querida amiga

Sha disse...

Quando não assumimos os erros, o passado volta ao nosso presente, assombrando o nosso futuro.

Bjinho
Sha

Brain disse...

Está tudo aqui.
A dor pela imposição da passividade forçada,
Quando o ímpeto,
Seria o mais,
E o maior.

Excelente texto Impulsos!

Um Beijo meu.

O Profeta disse...

Os meus sonhos emprestaram-te asas
A minha indomável vontade o encanto
Coroei-te com diadema de espuma
Nos umbrais do infinito pensamento

Uma torrente de emoções aguarda-te esta semana

Mágico beijo

mensageira disse...

Ola.
Ha dores que nao se partilham, apenas se sentem,e que doem muito mais quando nao sao nossas, mas de quem amamos.
Sorri. E partilha esse sorriso com alguém. Sao as vezes os pequenos gestos que fazem grandes diferenças.Para ti. Para ambos.

Beijo.

www.memoriasecretas.blogs.sapo.pt

tempoparaamar disse...

Também já vi estes impulsos por ai penso que talvez no mesmo lugar beijinho e obrigada por suas palavras ternas.Salomé

shiuuuu disse...

Obrigado por passares lá no Shiuuuu.
Mas agora queremos mais...
Ousa, despe-te... no Shiuuu, tá claro.

Menina do Rio disse...

Uma carta comovente...
Nada nos corta mais o coração do ver quem amamos a beira do precipício, aniquilado. Uma dor impotente a angustiar o peito...

Um beijo pra ti minha querida

SaM disse...

Adorei este texto...

Sem dúvida magnifico...
Fez-me lembrar da minha Mãe, das conversas que tinha-mos, quando me chamava a atenção! Quanta saudade!

Parabéns!

Abraço amigo!

SaM*

Por entre o luar disse...

Muito giro mesmo:)

Não devemos esconder-nos do mundo, pois é com o mundo que aprendemos a cair e é com ele que aprendemos a levantar:P

Beijinho e sorriso:D

Skiweb disse...

"custa-me ver-te assim e não ter nada de novo para te dizer além daquilo que já sabemos os dois."

Tens que arranjar força de MÃE para ter mais alguma coisa a dizer... Mesmo que já tenhas dito tudo!!!
Força!!!!

ps:
Gostei do espaço!
bjs:)) de coragem!!!

Plum disse...

Para reflectir!***

Nilson Barcelli disse...

Aparentemente, esta carta tem destinatário.
A reforçá-lo, está o facto de referires no texto a frase "como mãe".
Mas espero que seja apenas ficção...

Há pessoas que se metem em becos sem saída. Palavras como as tuas, um verdadeiro acto de amor, podem ajudar quem se encontre numa situaçao crítica como a que tão sabiamente descreves.

Beijinhos.

as velas ardem ate ao fim disse...

Este teu texto pode ser o retrato dos meus dias, noites...igual.

bjo

FM disse...

Nada é igual, tal como o tempo...
Beijos com Essências.

L.S. Alves disse...

A bem da verdade parece feito sob encomenda pra mim.
Obrigado.

JOSÉ NEVES disse...

Um texto fabuloso que muitas vezes é a triste realidade na vida do ser humano.

Bjs

Oliver Pickwick disse...

Uma poesia de versos densos, tocantes, descrevendo uma dura realidade que parece interminável. É um impacto na alma.
Beijos, querida amiga!

SAM disse...

Querida, fui lendo e tantas coisas foram passando na minha cabeça! Coisas minhas, recordações, associações. Entendo...

No momento ( que já está passando, graças a Deus) em relação a mim, destaco esse trechinho:

"esses dias que te roubam a vida que não vives."

E quem de nós escapa de dias assim?

*Mas entendi o contexto da leitura na íntegra.


Beijos