Entre um ontem
Já distante
E um amanhã
Ainda longínquo
Há um tempo indefinido
Que o relógio vai marcando
No compasso vazio
Meio cheio de esperança
Por onde vai caminhando
A vida

Entre as memórias
Da lembrança
Que o vento não levou
E o que ainda falta
Do caminho
Lá vai o pobre do engano
Entretido com o sonho
Que toda a vida
Consigo guardou

Ruma decidido!
A passos firmes!
Seguindo as coordenadas do deserto
Que até daqui se avista
No horizonte
Do desconhecido...

Soubera eu o quanto
Do pouco
Que ainda me resta
E não desperdiçaria tanto
Com a ilusão
De que tudo isto
É o que me completa...

Mas que mais poderei eu fazer?
Se do tanto
Que poderia ser
E não fui
Nada guardei
A não ser as penas...

Iludo-me!
Bem sei
Mas mil vezes esta insana
Àquela outra que desiste
E se entrega ébria
Ao malogrado desespero
Do desmazelo da inércia
E se deita
Com ele na cama
Da infinita espera
Sem chegar a conhecer
O fim do caminho!

16 impulsos:

segredo disse...

K texto lindo... vou ler de novo!
Beijinho de lua*.*

o¤° SORRISO °¤o disse...

Oi.

Como sempre mais um lindíssimo poema!
:-)

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TENHA UM MARAVILHOSO FIM DE SEMANA!






♥.·:*¨¨*:·.♥ Beijos mil! :-) ♥.·:*¨¨*:·.♥




http://brincandocomarte.blogspot.com/

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Joe disse...

No fim do caminho... Agora pus-me a pensar no meu. Belo poema =) Obrigado pela visita ao meu blog e pelo comentário, que sabe sempre bem receber. Espero continuar a crescer com a minha escrita.

Luis F disse...

Amiga... sempre, sempre belos momentos. Como é bom ler e sentir as tuas palavras.

Os meus parabéns minha amiga.

O fim do caminho nunca será um fim, mas talvez o inicio de uma nova viagem...

Com amizade
Bj
Luis

susana disse...

O que poderei eu dizer? desde os textos as imagens... são magnificos...está tudo dito.

Beijinho de bom fim de semana
Susana

sonho disse...

Bem que lindo....:)
E o tempo não para mesmo...vamos tentar percorrer o caminho sempre felizes até chegar ao fim...
Beijo de um anjo

Secreta disse...

Há sempre um espaço no tempo que marca toda a realidade. O presente.

Nilson Barcelli disse...

Querida amiga, este será talvez o melhor poema que li teu (acho que já te disse o mesmo em tempos a propósito de outros poemas). Mas este caso é mais acima ainda...
Acho-o excepcionalmente bom. Se tivesses colocado Fernando Pessoa no fim eu teria acreditado (li centenas de poemas do autor, muitos deles mais que uma vez, e acho este teu poema muito pessoano).
Não estou a exagerar um milímetro, é apenas o que eu acho.
Para além disso, fiquei com muita inveja de ti... eheheh... na verdade, gostava que tivesse sido escrito por mim.
Boa semana, beijos.

serpicon disse...

Poema de alto gabarito.Talvez um dos mais lindos que li de ti.
Beijinhos.

suruka disse...

Que saudades!
Passei para visitar e deixar
um abraço.
www.jonelmusico.blogspot.com

segredo disse...

E palavras para que???
Beijinho de lua*.*

impulsos disse...

serpicon
Como não tenho outra forma de te agradecer, vou fazê-lo aqui mesmo, nesta caixinha de comentários.
Vi que foste matar a sede ao meu solemio...
Pois é, deixei-o a meio do caminho, talvez um dia lá volte para o fazer caminhar mais um bocadinho.
Por agora fica em stand by, por falta de motivação, talvez ou até, se calar, um pouquinho de preguiça.
Mas podes vir saciar a tua sede aqui, sempre que te der vontade de me ler.

Obrigado!

Beijo daqui

Nadine Granad disse...

Qualquer coisa soaria redundante!
Passo apenas para dizer que sempre passo,rs!...
Há quem escreva, mas não permite um 'sentir'... e certamente não é o caso!
Beijo!

ZeManel disse...

"É urgente
É urgente silenciar o silêncio
Este silêncio ensurdecedor
Que me fustiga a alma
Sem cessar a dor..."
Pag.39 InPulsos
Bjs ;)))

Silêncio Prateado disse...

Não há nada mais reconfortante num momento solitário do que passar por aqui e ler-te.
És de facto extraordinária, nas palavras, nas imagens, nos sentires.

Deixo o meu silêncio como tantas outras vezes

Carla disse...

porque há dias assim...também eu sinto a força do silêncio
beijos