Escuto-me no caos da inconstância que me grita silvos de
silêncio, importunando-me o aparente sossego reinante na bolha côncava em que me refugio, escondendo-me desta minha perturbante insatisfação, que, sempre que me apanha, me queima desde as entranhas até ao avesso da razão.
Sei-me incapaz perante a perspectiva da criação da obra que nunca será... que não passará de um atabalhoado esboço na sebenta onde se amontoam os riscos e os rabiscos da minha insignificância.
Mas, ainda assim, sinto-me grande quando me penso, sentada na pequenez de um grão de pó onde ainda me permito sonhar.

6 impulsos:

Mel de Carvalho disse...

E eu sinto um enorme orgulho de ti, porque te vejo a crescer nas palavras dia a dia.

Beijo minha amiga. Saudades tuas.

PS: Nada mais justo que o Escritartes te promover. És alguém que vê com os olhos da alma, Lurdes.

sonho disse...

Em situação alguma...deveria mos ser impedidas de sonhar...
Beijo d'anjo

segredo disse...

Quando sonhamos somos grandes...imensos...felizmente!
K seria de nós e da vida sem sonho???

Beijinho de lua*.*

Mar Arável disse...

O sonho comanda a vida

Eduarda disse...

Mesmo com todos os riscos sonhemos.

Sempre aquele prazer de te ler.

bj

Nadine Granad disse...

És grande!...
Ficou lindamente intenso... um grito interior!

Beijos =)